Moderno e diferenciado: Novo SUV híbrido da GWM é capaz de fazer 15,8 km/l

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Em meio à corrida das montadoras por carros cada vez mais eficientes, a GWM apresentou um dado que chama atenção logo de início. Seu novo SUV híbrido consegue rodar 100 quilômetros consumindo apenas 6,3 litros, mesmo com a bateria descarregada. Na prática, isso significa um consumo médio de 15,8 km/l.

Foto: Divulgação

Esse número não surge por acaso. Pelo contrário, ele marca a estreia da superplataforma ONE, uma nova arquitetura global da marca que vai sustentar desde veículos a combustão até modelos híbridos, elétricos e até movidos a hidrogênio.

Assim, o SUV funciona como uma vitrine tecnológica e ajuda a mostrar, na prática, qual é o caminho que a GWM pretende seguir nos próximos anos.

O que está por trás do consumo de 15,8 km/l

Para alcançar esse resultado, o modelo utiliza a nova geração do sistema híbrido plug-in Hi4, combinada com uma arquitetura elétrica de 800 Volts. Mesmo quando a bateria está totalmente descarregada — situação que normalmente aumenta o consumo em híbridos plug-in —, o veículo mantém a média de 15,8 km/l segundo o ciclo WLTC.

Além disso, o conjunto técnico entrega números expressivos em outros aspectos. Entre eles:

  • Até 363 quilômetros de autonomia no modo 100% elétrico

  • Cerca de 1.300 quilômetros de alcance combinado

  • Aceleração de zero a 100 km/h em aproximadamente 4 segundos

  • Interior projetado para priorizar conforto, tecnologia e integração digital

Dessa forma, o SUV tenta equilibrar eficiência energética com desempenho, algo que se tornou essencial neste novo momento da indústria automotiva.

Por que esse lançamento é estratégico para a GWM

Mais do que apresentar um modelo específico, a GWM usa esse veículo para estrear oficialmente a plataforma ONE, sua nova base global de desenvolvimento. A proposta é simples de entender, mas complexa de executar: usar uma única arquitetura para diferentes tipos de motorização.

Essa plataforma aceita cinco configurações distintas:

  • Combustão interna

  • Híbrido pleno

  • Híbrido plug-in

  • 100% elétrico

  • Célula de combustível a hidrogênio

Com isso, a marca ganha flexibilidade para adaptar seus carros a diferentes mercados e ritmos de transição energética. Em vez de criar projetos do zero, ela passa a trabalhar sobre a mesma base estrutural.

Consequentemente, os lançamentos ficam mais rápidos e os custos diminuem.

Plataforma pensada para acelerar novos modelos

Segundo a própria fabricante, a plataforma ONE pode reduzir os custos de pesquisa e desenvolvimento em até 30%. Além disso, ela encurta o tempo necessário para criar novos veículos.

Por esse motivo, a GWM já anunciou planos ambiciosos: mais de 50 novos modelos baseados nessa arquitetura nos próximos cinco anos, distribuídos em sete segmentos diferentes.

Ou seja, o SUV híbrido apresentado agora não é um caso isolado. Ele representa o início de uma nova fase da marca, focada em eficiência, variedade de motorização e avanço tecnológico.

Inteligência artificial integrada ao carro

Outro destaque importante está na presença de inteligência artificial integrada à estrutura do veículo. Baseada na arquitetura eletrônica Coffee EEA 4.0, essa tecnologia permite que a IA atue em tempo real em sistemas como:

  • Powertrain

  • Chassi

  • Cockpit

  • Condução assistida

A promessa é de aprendizado contínuo, com decisões cada vez mais eficientes durante a condução. Na prática, isso pode impactar diretamente o consumo de combustível, além de melhorar segurança e conforto.

Portanto, a inteligência artificial deixa de ser apenas um recurso do multimídia e passa a fazer parte do funcionamento do carro como um todo.

Se essa estratégia se confirmar, a GWM pode ganhar ainda mais espaço no mercado global — e também no Brasil — justamente no momento em que eficiência virou palavra-chave para o consumidor.

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