Toyota Hilux 2027: O que esperar da nova pickup?

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A nova geração da Toyota Hilux 2027 começou a ganhar forma longe do Brasil. Depois de estrear em mercados da Ásia e da Oceania, a picape média ampliou sua presença global e acaba de ser apresentada oficialmente para a Europa durante o Salão de Bruxelas. A principal novidade está na diversificação da linha, que passa a contar com versões híbrida leve e 100% elétrica, algo inédito na história do modelo.

Toyota Hilux / Foto: Toyota

A estratégia deixa claro que a Toyota quer preparar sua caminhonete mais famosa para um futuro mais eficiente, sem abrir mão da robustez que sempre foi sua marca registrada.

Versão elétrica estreia com foco em uso profissional

Batizada de Hilux BEV, a configuração totalmente elétrica chama atenção por manter a proposta de trabalho pesado, mesmo sem motor a combustão. Ela utiliza baterias de íon-lítio de 59,2 kWh e tração integral permanente, entregando 196 cv de potência combinada.

No ciclo WLTP, a autonomia declarada chega a 257 km no uso combinado e pode alcançar 380 km em ambiente urbano, números alinhados com aplicações comerciais e frotistas. A capacidade de carga é de 715 kg, enquanto o reboque suporta até 1,6 tonelada.

Um ponto importante é que a estrutura segue a mesma lógica das demais versões, com carroceria sobre chassi e foco total no fora de estrada. A altura livre do solo é de 21,2 cm e a capacidade de imersão permanece em 70 cm, exatamente como nas opções a diesel.

Híbrida leve aposta no equilíbrio entre força e eficiência

Outra grande novidade da linha é a versão híbrida leve de 48 volts, que deve ser a mais vendida na Europa segundo a própria Toyota. Nesse conjunto, o conhecido motor 2.8 turbodiesel de 204 cv trabalha em conjunto com um motor elétrico de 16 cv, alimentado por uma pequena bateria de 0,2 kWh.

O sistema não transforma a picape em um híbrido pleno, mas ajuda a reduzir consumo e emissões, além de melhorar respostas em arrancadas e manobras. Mesmo assim, a capacidade de trabalho continua intacta, com reboque de até 3.500 kg.

Assim como nas demais versões, o modelo sai de fábrica com o Multi-Terrain Select, sistema que ajusta eletrônica, tração e entrega de torque conforme o tipo de piso, mantendo a proposta off-road como prioridade.

E no Brasil, o que muda?

Para o mercado brasileiro, a Toyota já definiu o caminho. A picape continuará sendo vendida com o motor 2.8 turbodiesel de 204 cv, já conhecido do público. A grande novidade é a confirmação da chegada da versão híbrida leve de 48 volts, algo que vinha sendo aguardado há anos por aqui.

Toyota Hilux / Foto: Toyota

Essa configuração será a porta de entrada da eletrificação no nosso mercado, mantendo a confiabilidade mecânica e adicionando ganhos em eficiência. A versão totalmente elétrica, ao menos por enquanto, segue sem confirmação oficial para o Brasil.

O que dá para esperar da nova fase

A nova geração mostra que a Hilux entra em uma fase de transição importante. A eletrificação chega de forma gradual, respeitando diferentes mercados e perfis de uso. Para quem depende do veículo no trabalho pesado, a robustez segue sendo prioridade. Para quem busca eficiência e menor impacto ambiental, as novas motorizações ampliam as opções.

Desse modo, se a estratégia der certo, a picape deve continuar como referência no segmento, agora com um olhar mais atento para o futuro.

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