BYD Dolphin 2026: Carro ganha motor de 136 cv e mais segurança

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O hatch elétrico da BYD entrou oficialmente em uma nova fase. Um registro recente de homologação publicado na China revelou mudanças importantes, principalmente no conjunto mecânico e na configuração geral. Embora o documento não trate diretamente do mercado brasileiro, ele surge em um momento estratégico, já que o segmento de elétricos compactos ficou bem mais competitivo nos últimos meses.

BYD Dolphin / Foto: Divulgação

Além disso, o visual apresentado não chega a ser totalmente inédito. Na China, esse desenho já circula há cerca de um ano, o que mostra que a atualização faz parte de um ciclo de evolução contínua. Ainda assim, a principal novidade não está no design, mas sim no desempenho.

Um motor para preencher a lacuna

Atualmente, o modelo vendido no Brasil apresenta um salto grande entre as versões. De um lado, a configuração de entrada entrega 95 cv. Do outro, a opção mais completa chega a 204 cv. Entre elas, existia um espaço claro que até então não era explorado.

Justamente por isso, o novo registro chinês chama atenção ao confirmar uma versão intermediária com motor elétrico de 100 kW, o equivalente a 136 cv. A velocidade máxima segue limitada a 160 km/h, enquanto o conjunto continua associado às baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), fabricadas pela própria marca.

Com isso, o hatch passa a oferecer um equilíbrio mais interessante. O ganho de desempenho melhora retomadas e uso em estrada, enquanto os custos não sobem ao nível da versão mais potente. Para mercados sensíveis a preço, como o brasileiro, essa combinação faz bastante sentido.

Visual atualizado, sem nova geração

No campo estético, as mudanças são discretas, porém perceptíveis. Os faróis aparecem ligeiramente mais estreitos e os para-choques foram redesenhados. O comprimento total passa a 4,28 metros, enquanto largura, altura e entre-eixos permanecem iguais, com 1,77 m, 1,57 m e 2,70 m, respectivamente.

Na prática, a fabricante parece estar padronizando a carroceria, adotando o balanço dianteiro maior que antes era exclusivo das versões mais completas. Assim, além de simplificar a produção, a mudança também ajuda a atender normas de segurança mais rigorosas, sem alterar a arquitetura do carro.

Mais tecnologia e foco em segurança

Outro ponto que chama atenção no registro chinês é a possibilidade de adoção de um sensor LiDAR no teto, integrado ao pacote de assistências à condução chamado de “God’s Eye”. Esse sistema permite funções mais avançadas de condução assistida, tanto em rodovias quanto em áreas urbanas.

No Brasil, porém, essa tecnologia ainda parece distante. O custo elevado e as limitações da infraestrutura viária tornam o LiDAR pouco compatível com a estratégia atual da marca por aqui, que segue priorizando volume de vendas, preço competitivo e aumento da produção local.

O que pode mudar por dentro

Embora o interior não apareça detalhado nos documentos chineses, testes recentes no Brasil já indicam possíveis novidades. Entre elas estão uma tela central maior e fixa, um console redesenhado com carregadores por indução e botões físicos mais refinados. Além disso, existe a expectativa de que a suspensão traseira multilink, hoje restrita à versão mais cara, seja estendida para essa nova configuração intermediária de 136 cv.

Atualização que virou necessidade

Todo esse movimento acontece em um cenário bem diferente daquele que consagrou o modelo nos primeiros anos. Na China, o Geely EX2 assumiu o protagonismo entre os elétricos compactos. No Brasil, esse avanço começa a se repetir, com o rival ganhando espaço rapidamente e pressionando os concorrentes diretos.

Com motor de 116 cv, pacote de assistências à condução e preço agressivo, o EX2 elevou o nível de exigência do consumidor. Nesse contexto, a chegada de uma versão mais potente e melhor equipada deixa de ser apenas uma atualização natural e passa a ser uma necessidade estratégica.

No conjunto, o registro chinês não aponta para um carro totalmente novo, mas para uma evolução de meio de ciclo em um mercado que mudou rápido. Para o Brasil, isso reforça a expectativa de novidades relevantes nos próximos meses, agora não só para evoluir, mas para defender espaço em um segmento cada vez mais disputado. Tudo isso ganha ainda mais peso com a ampliação da fábrica de Camaçari, na Bahia, que segue avançando para aumentar o nível de nacionalização até o fim do ano.

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