O segmento dos SUVs na faixa dos R$ 200 mil é um dos mais disputados do mercado brasileiro. Nesse cenário, modelos a combustão brigam diretamente com híbridos e elétricos. Além disso, ainda enfrentam a concorrência de SUVs compactos mais caros e bem equipados.

É justamente nesse ambiente congestionado que entra o Volkswagen Taos 2026, representante da marca alemã nessa disputa intensa por consumidores.
Na linha 2026, o SUV passou por sua primeira reestilização no Brasil desde o lançamento, em 2021. Ao mesmo tempo, houve uma mudança importante na produção: o modelo deixou de ser fabricado na Argentina e agora é importado do México.
A grande questão é simples. Será que essas mudanças são suficientes para melhorar a posição do carro no mercado?
Aquele tapa no visual
Talvez por causa da concorrência pesada, o Taos nunca foi um campeão de vendas. Em 2025, fechou o ano com cerca de 13 mil unidades emplacadas. Porém, esse número ficou bem abaixo do T-Cross e também do Corolla Cross.
Justamente por isso, a reestilização veio em boa hora.
Mesmo sem alterar a parte central da carroceria, a nova dianteira e a traseira redesenhada deram um ar mais moderno ao SUV. Além disso, o visual agora conversa melhor com o restante da linha da Volkswagen, especialmente com o T-Cross.
Não se trata de uma revolução estética. Ainda assim, é uma evolução clara. O modelo ficou mais atual e mais bonito do que antes.
As medidas seguem praticamente as mesmas:
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4,47 metros de comprimento
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1,84 metro de largura
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1,63 metro de altura
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2,68 metros de entre-eixos
Ou seja, a proposta de espaço foi mantida.
Interior mais moderno e funcional
Por dentro, a mudança é mais perceptível. O painel foi redesenhado e ganhou a nova multimídia VW Play Connect de 10,1 polegadas, com tela flutuante.
Além disso, o volante também mudou. Agora, os botões físicos voltaram no lugar dos comandos táteis. Com isso, a usabilidade no dia a dia ficou melhor.

A Volkswagen também ajustou os materiais de acabamento no painel, bancos e portas. Apesar disso, o modelo não se transforma em referência de luxo. Mesmo assim, o conjunto fica acima do padrão do T-Cross.
Onde o SUV realmente se destaca é no espaço interno.
Além da posição de dirigir confortável, os comandos ficam bem posicionados e fáceis de alcançar. Da mesma forma, o banco traseiro oferece bom acesso e ótimo espaço para os joelhos.
O único ponto negativo é o túnel central elevado, que atrapalha quem vai no meio.
O porta-malas oferece 498 litros. Assim, o modelo se torna uma boa opção para uso familiar.
Lista de equipamentos
Na versão Highline, o pacote de conforto é bastante completo. Entre os principais itens estão:
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ar-condicionado digital de duas zonas
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bancos de couro com ajuste elétrico para o motorista
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chave presencial
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carregador de celular por indução
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painel digital configurável
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multimídia com espelhamento sem fio
Além disso, o pacote de segurança também é robusto:
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seis airbags
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faróis de LED adaptativos
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sensores de estacionamento dianteiros e traseiros
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sistema de estacionamento automático
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controle de cruzeiro adaptativo
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assistente de permanência em faixa
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frenagem automática de emergência
Como opcionais, há teto solar panorâmico e pacote visual Bi-Tone.
Por outro lado, ainda ficam duas ausências importantes frente aos rivais: câmera 360° e tampa do porta-malas elétrica.
Mecânica sem surpresas
Na parte mecânica, não houve mudanças. O conjunto é formado por:
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motor 1.4 turbo flex de 150 cv
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torque de 25,5 kgfm
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câmbio automático de oito marchas
Com esse conjunto, o desempenho é adequado:
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0 a 100 km/h em cerca de 9 segundos
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velocidade máxima de 197 km/h
Já o consumo é competitivo:
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cidade: 7,7 km/l (etanol) e 11,1 km/l (gasolina)
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estrada: 9,3 km/l (etanol) e 13,3 km/l (gasolina)
Dessa forma, ele fica entre os SUVs médios a combustão mais eficientes do mercado.
Como é dirigir o carro
A condução é um dos pontos mais positivos. A direção é precisa, os freios passam confiança e a suspensão é mais macia que a média dos Volkswagen. Ainda assim, não perde estabilidade.
Com o câmbio de oito marchas, as respostas ficaram melhores. Além disso, o motor trabalha em rotações mais baixas em estrada, o que ajuda no conforto acústico.
O sistema de som com subwoofer e os assistentes de condução tornam a experiência mais agradável em viagens longas. Por exemplo, o controle de cruzeiro adaptativo funciona bem e não briga com o motorista.
A única crítica fica para a câmera traseira, que poderia ter melhor resolução.
Quanto custa manter
O custo das cinco primeiras revisões soma cerca de R$ 4.956, segundo a tabela da marca. Esse valor, por sua vez, é semelhante ao de alguns concorrentes diretos.
As revisões são feitas a cada 10 mil km ou 12 meses. No entanto, a garantia é de apenas três anos, enquanto alguns rivais oferecem cinco.
Vale a pena comprar?
O preço ficou mais competitivo na linha 2026:
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Comfortline: R$ 199.990
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Highline: R$ 209.990
Atualmente, ele custa menos que alguns rivais diretos, como Corolla Cross GR-Sport, Renault Boreal e Ford Territory.
Mesmo assim, as mudanças não foram profundas a ponto de transformar o mercado. Portanto, o SUV segue sendo uma opção sólida, mas enfrenta concorrentes muito fortes, inclusive híbridos.
Ele parece feito sob medida para quem gosta da marca ou ainda prefere modelos 100% a combustão.









