O mercado automotivo brasileiro começou 2026 repetindo um cenário que já havia se consolidado no ano anterior. O Hyundai Creta fechou 2025 como o carro mais vendido no varejo nacional e iniciou o novo ano mantendo a liderança.

De acordo com dados divulgados pela Fenabrave, o SUV somou 58.560 unidades emplacadas em 2025, abrindo vantagem sobre o Honda HR-V, que ficou na segunda posição com 48.420 registros. Já em janeiro de 2026, o modelo voltou a ocupar o topo do ranking, com 3.905 emplacamentos, superando o Chevrolet Tracker.
No entanto, os números contam apenas parte da história. O sucesso está ligado a um conjunto que conversa bem com o perfil do consumidor brasileiro.
Porte e dimensões acima da média do segmento
Um dos principais diferenciais do modelo está no tamanho. Dentro da categoria dos SUVs compactos, ele aparece entre os maiores, o que se reflete diretamente na sensação de conforto e na praticidade do uso diário.
As medidas ajudam a entender essa vantagem:
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Comprimento de 4,30 metros
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Largura de 1,79 metro
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Altura de 1,62 metro
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Entre-eixos de 2,61 metros
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Altura do solo de 19 centímetros
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Porta-malas com 433 litros
Na prática, isso significa mais espaço para passageiros e bagagens. Quando comparado a rivais como T-Cross, HR-V, Tracker e Renegade, apenas o SUV da Volkswagen apresenta entre-eixos ligeiramente maior, com diferença mínima de quatro centímetros.
Por isso, o conjunto dimensional acaba sendo um ponto decisivo para famílias e para quem precisa de versatilidade no dia a dia.
Espaço interno é um dos pontos mais valorizados
Outro fator que pesa a favor do modelo é o aproveitamento do espaço. Mesmo com porte compacto, o projeto privilegia conforto para quem vai nos bancos traseiros e boa área para bagagens.
Esse equilíbrio entre tamanho externo e usabilidade interna ajuda a explicar por que ele se tornou uma escolha frequente entre consumidores do varejo, especialmente aqueles que procuram um SUV para uso urbano e viagens ocasionais.
Seis versões para públicos diferentes
Além disso, a estratégia de oferecer várias versões bem distribuídas por faixa de preço contribui diretamente para o bom desempenho comercial.
Atualmente, a linha é formada por seis configurações:
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Comfort – R$ 151.290
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Comfort Safety – R$ 154.990
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Limited – R$ 170.690
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Platinum – R$ 186.590
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N Line – R$ 193.690
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Ultimate – R$ 199.590
Com isso, o consumidor pode entrar na gama por versões mais acessíveis e, conforme o orçamento, migrar para opções mais completas sem precisar trocar de modelo.
Além disso, ainda existem unidades da geração anterior disponíveis em concessionárias, o que também colabora para manter o volume de vendas elevado.
Motores eficientes para diferentes propostas
No quesito mecânico, a estratégia é clara. A maioria das versões utiliza o motor 1.0 turbo flex, com 120 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, sempre combinado ao câmbio automático de seis marchas. Esse conjunto prioriza conforto, suavidade e baixo consumo no uso urbano.
Já a versão topo de linha aposta em uma proposta mais esportiva, equipada com motor 1.6 turbo a gasolina, que entrega 193 cv e 27 kgfm de torque, junto da transmissão automatizada de dupla embreagem com sete marchas.
Em termos de consumo, os números permanecem competitivos:
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Aproximadamente 12 km/l na cidade com gasolina
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Cerca de 8,4 km/l com etanol
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A versão mais potente registra média próxima de 11,9 km/l, mesmo oferecendo desempenho superior
Assim, o modelo consegue atender tanto quem busca economia quanto quem prefere mais força ao dirigir.
Equipamentos completos desde a versão de entrada
Um dos grandes trunfos no varejo está na lista de equipamentos. Mesmo a versão mais básica já entrega um pacote considerado robusto para o segmento.
Entre os principais itens, estão:
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Seis airbags
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Controle de estabilidade e tração
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Assistente de partida em rampa
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Direção elétrica com ajustes
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Chave presencial e botão de partida
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Piloto automático
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Painel digital
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Central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio
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Câmera de ré e sensores de estacionamento
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Ar-condicionado
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Vidros elétricos nas quatro portas
Além disso, esse conjunto reduz a necessidade de pacotes opcionais e torna o custo final mais previsível para o consumidor.
Como ele se posiciona frente aos rivais
No mercado brasileiro, a disputa acontece principalmente com Volkswagen T-Cross, Honda HR-V, Chevrolet Tracker e Jeep Renegade. Em termos de preço, ele não é o mais barato, mas se posiciona de forma estratégica.
Veja as faixas aproximadas dos concorrentes:
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Jeep Renegade: de R$ 118.290 a R$ 189.490
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Chevrolet Tracker: de R$ 119.900 a R$ 179.990
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Volkswagen T-Cross: de R$ 119.990 a R$ 203.490
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Honda HR-V: de R$ 166.400 a R$ 214.000
Enquanto alguns rivais apostam em versões de entrada mais baratas, o SUV da Hyundai se destaca por entregar mais espaço, mais equipamentos e uma gama de versões mais equilibrada.
Por que o Creta lidera mesmo sem ser o mais barato
Desse modo, o sucesso no varejo não vem apenas do preço. O modelo reúne porte acima da média, boa variedade de versões, motores eficientes, consumo competitivo e pacote completo de tecnologia e segurança desde a versão inicial.
Logo, esse equilíbrio explica por que ele terminou 2025 na liderança e começou 2026 repetindo o feito. Ou seja, no fim das contas, não vence por ser o mais barato, mas por entregar um conjunto que o consumidor considera racional, confiável e completo.
Assim, o Hyundai Creta se consolida como uma das escolhas mais seguras do mercado brasileiro de SUVs compactos.









