A Volkswagen prepara um ano intenso no mercado brasileiro em 2026. A marca alemã já confirmou lançamentos importantes, envolvendo SUVs renovados, a volta de um esportivo consagrado e o início de uma nova etapa com modelos eletrificados no país.

Além disso, a estratégia mira públicos diferentes, indo do consumidor familiar ao entusiasta por desempenho. A seguir, veja o que já está confirmado e o que esperar da Volkswagen no Brasil em 2026.
Novo Tiguan inaugura uma nova geração no Brasil
A terceira geração do Tiguan chega oficialmente ao Brasil em 2026. A Volkswagen vai importar o SUV do México, onde ele já é produzido sobre a moderna plataforma MQB Evo.
Esse novo modelo já roda em mercados como Argentina e Estados Unidos. Visualmente, ele adota o estilo global da marca, com linhas mais retas e identidade próxima ao Tayron.
Mais espaço e foco em tecnologia
O entre-eixos cresceu e agora mede 2,79 metros, o que reforça o bom espaço interno. No interior, o SUV traz painel digital de 10,25 polegadas e central multimídia que pode chegar a 15 polegadas, com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.
Além disso, o pacote inclui ar-condicionado de três zonas, seis airbags e um conjunto completo de assistências à condução. Por outro lado, a nova geração deixa de oferecer a opção de sete lugares no Brasil.
Motorização ainda gera expectativa
Na Argentina e no México, o SUV usa motor 1.4 TSI de 150 cv, com câmbio DSG de sete marchas. Já nos Estados Unidos, a Volkswagen aposta no 2.0 TSI de 204 cv, com câmbio automático de oito marchas e opção de tração integral.
No Brasil, a marca já adiantou que todos os novos lançamentos terão algum nível de eletrificação. Por isso, cresce a expectativa por uma versão híbrida, seguindo o que já acontece na Europa.
Taos reestilizado será o primeiro lançamento do ano
Antes do Tiguan, quem abre o calendário da Volkswagen em 2026 é o Taos. O SUV reestilizado chega às lojas em 22 de janeiro, com preços a partir de R$ 199.990 na versão Comfortline e R$ 209.990 na Highline.

Importado do México, o modelo recebeu mudanças pontuais, mas bem perceptíveis.
Visual atualizado e interior mais conectado
Na dianteira, os faróis ficaram mais afilados e a grade ganhou novo desenho. Já na traseira, as lanternas em LED passaram a ser interligadas, reforçando o visual moderno.
Por dentro, o layout segue o padrão do Jetta, com destaque para a central multimídia VW Play Connect de 10,1 polegadas. O acabamento continua priorizando conforto e boa ergonomia.
Conjunto mecânico permanece o mesmo
Apesar do visual renovado, o Taos manteve o motor 1.4 turbo flex de 150 cv e 250 Nm de torque. O câmbio automático de oito marchas e a tração dianteira seguem como padrão em todas as versões.
Assim, a proposta do SUV continua focada em conforto, bom desempenho urbano e baixo nível de ruído.
Golf GTI retorna em edição limitada
Entre as novidades mais aguardadas está o retorno do Golf GTI ao Brasil. Mesmo com preço elevado, o modelo mostrou força comercial logo de cara.

O primeiro lote, com 350 unidades, já está completamente reservado. As entregas começam em março de 2026. Ao todo, a Volkswagen vai importar 500 exemplares ao longo do ano.
Duas versões e visual esportivo clássico
O hatch chega em duas configurações. A primeira traz bancos xadrez com ventilação e custa R$ 430 mil. A segunda oferece bancos em couro Vienna com aquecimento e resfriamento, ao preço de R$ 445 mil.
São quatro opções de cores disponíveis. No interior, o acabamento reforça a proposta esportiva tradicional da linha GTI, com foco em posição de dirigir e conforto em uso diário.
Desempenho forte, mas ajustado para o Brasil
O motor 2.0 turbo entrega 245 cv de potência e 370 Nm de torque, números menores que os do modelo europeu, mas ainda expressivos. O câmbio DSG de sete marchas trabalha junto da tração dianteira.
Com esse conjunto, o hatch acelera de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos e alcança 250 km/h de velocidade máxima.
Eletrificação será prioridade da Volkswagen
Além dos lançamentos já confirmados, a Volkswagen reforçou sua estratégia para os próximos anos. A partir de 2026, todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos na América do Sul terão versões eletrificadas.
Sendo assim, a marca vai apostar em sistemas híbridos leves, híbridos convencionais e também híbridos plug-in, ampliando gradualmente a oferta no Brasil.
O primeiro híbrido flex da Volkswagen será produzido na fábrica Anchieta, utilizando a plataforma MQB 37. Já a nova picape intermediária, conhecida como Udara, ficou para 2027, chegando pouco antes da próxima geração da Amarok.
Desse modo, a Volkswagen entra em 2026 com uma estratégia clara e diversificada no Brasil. A marca aposta em SUVs mais modernos, resgata um ícone esportivo e, ao mesmo tempo, acelera sua transição para a eletrificação.
Ou seja, com propostas bem definidas e foco em tecnologia, os lançamentos mostram que a VW quer manter relevância em segmentos cada vez mais competitivos. Agora, resta acompanhar como esses modelos vão se posicionar em preço, aceitação do público e desempenho frente aos rivais.









