A Caminho: Fiat resolverá maior problema do Fastback com nova geração

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Enquanto no Brasil a Fiat concentra seus esforços no lançamento da nova geração do Argo baseada no Grande Panda, na Europa o foco da marca está voltado para um projeto ainda mais estratégico. Trata-se da nova geração do seu SUV cupê, que terá papel global dentro da montadora e deixará de ser um modelo apenas regional.

Fiat Fastback

A responsabilidade é grande e, por isso, a fabricante prepara uma mudança completa de geração. Isso inclui novas proporções, novo visual e uma base mais moderna. Os flagras divulgados por perfis especializados mostram que a Fiat decidiu atacar diretamente um dos pontos mais criticados da versão atual: o espaço interno limitado.

Plataforma nova e dimensões maiores

Agora construído sobre a plataforma CMP, o novo modelo abandona a base MLA usada hoje também pelo Pulse. Essa mudança é significativa, pois a antiga arquitetura impunha restrições importantes no entre-eixos, que hoje é de 2.530 mm, um dos menores da categoria.

Com a nova base, a expectativa é que o SUV passe a ter cerca de 2.645 mm de entre-eixos, medida semelhante à do Citroën Basalt. Dessa forma, ele deve se posicionar entre os mais espaçosos do segmento, competindo diretamente com rivais como Honda HR-V e Volkswagen T-Cross.

Além disso, os flagras indicam que o balanço traseiro ficou mais equilibrado. A tampa do porta-malas aparenta ser mais curta e retangular, enquanto os arcos de roda ficaram mais evidentes. O conjunto transmite um visual menos desproporcional e mais alinhado ao estilo visto no SUV cupê da Citroën.

Visual inspirado no Grande Panda

A identidade visual segue claramente a nova linguagem da Fiat. Na dianteira, os faróis full-LED são mais finos e modernos, com extensões em formato de “lágrima”. A grade frontal fechada deve adotar o padrão pixelado já visto no Grande Panda, junto com o emblema retrô da marca.

O para-choque traz uma grande entrada de ar na parte inferior e um skid plate metálico, reforçando a proposta aventureira. O desenho geral combina linhas mais retas com elementos tecnológicos, indicando que o modelo quer se diferenciar do atual sem perder sua personalidade.

Interior aposta em estilo próprio

Os protótipos flagrados mostram que a cabine seguirá um caminho diferente do Grande Panda e de parentes como Opel Frontera e Citroën Aircross. O painel mistura um quadro de instrumentos digital compacto com uma central multimídia maior ao centro. Há uso de material que imita couro no acabamento, molduras em preto brilhante no console e uma fileira de botões físicos logo abaixo da tela.

O câmbio automático parece ser o mesmo já utilizado em outros veículos da Stellantis. O volante de dois raios repete o formato visto no Opel Frontera. Já os bancos têm desenho novo, com estofamento em padrão quadriculado e apoios de cabeça semi-integrados, reforçando a sensação de modelo mais sofisticado.

Papel global e fim da família Tipo na Europa

Desenvolvido agora com foco mundial, o novo SUV cupê terá uma missão dupla. Primeiro, influenciará diretamente o sucessor do modelo vendido atualmente no Brasil. Segundo, ocupará um espaço importante na gama europeia da Fiat, funcionando como alternativa à família Tipo, que está perto de sair de cena naquele mercado.

Assim, o projeto deixa de ser apenas latino-americano e passa a ter importância estratégica para a marca em vários continentes.

Motores híbridos e produção no Brasil

Na Europa, a tendência é que o modelo conte com versões híbridas e também uma opção totalmente elétrica, seguindo o padrão de outros veículos baseados na plataforma CMP.

Para o Brasil, a aposta mais provável é na manutenção do motor 1.0 T200 com sistema híbrido leve, já utilizado na geração atual e que vem ganhando espaço nos produtos da Stellantis. Essa escolha permitiria manter custos sob controle e atender às novas exigências de emissões.

Mesmo usando a mesma base de modelos Citroën, a produção deve continuar em Betim, em Minas Gerais. A fábrica estará atualizada com a chegada do novo Argo, o que facilita a adaptação para seus derivados. Enquanto isso, a planta de Porto Real, no Rio de Janeiro, ficará focada no futuro Avenger, previsto para 2026.

A nova geração do Fiat Fastback nasce com a missão de corrigir falhas, crescer em tamanho e assumir um papel mais relevante dentro da estratégia global da marca. Com plataforma moderna, visual alinhado ao Grande Panda e interior mais refinado, o SUV cupê promete evoluir em todos os pontos que mais pesavam contra o modelo atual.

Se as expectativas se confirmarem, o Fiat Fastback deixará de ser apenas uma aposta regional para se tornar um produto-chave da Fiat no Brasil e no exterior.

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