Chegou com força total: Renault Boreal supera Kardian, mas fica atrás do Duster

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O Renault Boreal começou 2026 mostrando que veio para brigar sério no mercado brasileiro. Em dezembro de 2025, no seu segundo mês cheio de vendas, o SUV médio emplacou 1.384 unidades, um número relevante para um modelo tão recente nas concessionárias.

Renault Boreal / Foto: Divulgação

Esse desempenho já foi suficiente para deixar para trás o Kardian e a Oroch, ficando atrás apenas do Duster e do Kwid dentro da própria marca. Um começo animador, especialmente em um segmento cada vez mais disputado.

Um início acima do esperado

Os números de dezembro mostram bem o cenário interno da Renault. O novo SUV superou o Kardian, que fechou o mês com 1.161 emplacamentos, e também passou pela Oroch, com 1.229 registros. À frente dele ficaram apenas dois veteranos da marca, o Duster, com 1.647 unidades, e o Kwid, que segue absoluto em volume.

Assim, para um modelo lançado em outubro, o ritmo é considerado positivo e indica que o público começou a enxergar valor na proposta.

Qual é o segredo do sucesso inicial

O principal trunfo está na combinação de porte, desempenho e preço. Com valores entre R$ 179.990 e R$ 214.990, o modelo entra em uma faixa agressiva quando comparado a outros SUVs médios.

Outro ponto importante é o conjunto mecânico. O motor 1.3 turbo de 170 cv, aliado ao câmbio automatizado de seis marchas com dupla embreagem, entrega um desempenho acima da média do segmento e conversa bem com a proposta mais refinada do carro.

As dimensões também ajudam. São 4,56 metros de comprimento, o que garante bom espaço interno e presença forte no visual. Além disso, o interior chama atenção pelo nível de acabamento e pela tecnologia já na versão de entrada. Desde a configuração Evolution, o pacote é generoso. Como também, entre os itens de série estão ar-condicionado digital de duas zonas, bancos de couro, piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, painel digital e central multimídia de 10 polegadas com espelhamento sem fio.

Pode ameaçar o Duster no médio prazo

A pergunta é inevitável. Existe, sim, a chance de o novo SUV crescer a ponto de disputar diretamente com o Duster em volume mensal. Apesar de o Duster partir de R$ 141.990 e ter fama de robustez, ele já não entrega o mesmo nível de tecnologia e refinamento.

Além disso, outro fator pesa nessa conta. O Duster vendido no Brasil está uma geração atrás do modelo europeu, o que deixa clara a diferença de projeto entre os dois. Além disso, o topo de linha Iconic Plus, com motor 1.3 turbo e câmbio CVT, custa R$ 176.990, valor muito próximo ao do SUV médio recém-chegado.

Na prática, isso já começa a gerar uma migração natural de clientes dentro da própria concessionária.

O cenário dos SUVs mais vendidos

Portanto, mesmo com a boa largada, ainda há um longo caminho pela frente. Em dezembro de 2025, o ranking geral foi dominado por modelos compactos e médios já consolidados, como T-Cross, Creta, Compass e Tracker. O grupo dos 15 mais vendidos ainda mostra volumes bem superiores aos alcançados pelo novato.

Ainda assim, o desempenho inicial indica que a Renault acertou a mão. Se mantiver preços competitivos e bom ritmo de produção, o SUV médio tem tudo para ganhar mais espaço ao longo de 2026.

No fim das contas, a estreia foi convincente. Sendo assim, superar modelos conhecidos logo nos primeiros meses não é comum e reforça que a marca francesa entrou em uma nova fase no Brasil, com produtos mais modernos, bem equipados e alinhados ao que o consumidor espera hoje.

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