O Honda WR-V 2026 iniciou o ano com uma mudança importante. Logo após poucos meses de mercado, o SUV de entrada da marca japonesa recebeu seu primeiro reajuste de preços, o que altera diretamente seu posicionamento no segmento.

Desde janeiro, as duas versões ficaram R$ 2.200 mais caras. Assim, a configuração EX passou de R$ 144.900 para R$ 147.100, enquanto a EXL subiu de R$ 149.900 para R$ 152.100. Com isso, o modelo entra em uma faixa mais disputada e muda o perfil dos concorrentes diretos.
Reajuste amplia o nível da concorrência
Até então, o SUV brigava principalmente com versões mais caras de Volkswagen Tera, Renault Kardian, Nissan Kicks e Fiat Pulse. No entanto, após o aumento, o cenário muda de forma clara.
Agora, o WR-V passa a disputar espaço com SUVs maiores e mais consolidados, mesmo que nem todos entreguem mais desempenho ou tecnologia. Entre eles estão Peugeot 2008, Volkswagen Nivus, Renault Duster, Citroën C3 Aircross e Hyundai Creta.
Além disso, esses modelos possuem versões entre R$ 151 mil e R$ 153 mil, o que coloca a versão EXL da Honda em uma nova zona de confronto. À primeira vista, isso pode parecer um risco. Porém, do ponto de vista de mercado, o carro passa a ser visto por consumidores que antes não consideravam a marca nessa faixa de preço.
Cinco novos rivais diretos do WR-V EXL
Ao analisar a tabela atual do mercado, é possível identificar cinco SUVs que passam a competir diretamente com a versão topo de linha.
Peugeot 2008 Active 2026 – R$ 151.990
O SUV francês aposta no motor 1.0 turbo de até 130 cv e no câmbio CVT. Além disso, oferece bom nível de tecnologia, consumo equilibrado e porta-malas de 434 litros, um dos destaques da categoria.
Renault Duster Intense Plus 1.6 CVT 2026 – R$ 151.690
Por outro lado, o Duster segue uma proposta mais tradicional. O foco está no espaço interno generoso e no porta-malas de 475 litros, o maior entre os rivais. O motor aspirado entrega desempenho honesto, priorizando robustez.
Volkswagen Nivus Comfortline 2026 – R$ 152.990
Já o Nivus tem uma proposta mais urbana. Equipado com motor 1.0 turbo e câmbio automático de seis marchas, oferece bom desempenho e porta-malas de 415 litros, além de design mais esportivo.
Citroën C3 Aircross XTR 2026 – R$ 152.990
Nesse caso, o grande diferencial é a capacidade para até sete ocupantes, algo inexistente no WR-V. Entretanto, o porta-malas fica bastante limitado quando todos os bancos estão em uso.
Hyundai Creta Comfort 2026 – R$ 151.290
Por fim, o Creta entra na disputa como um SUV já bem aceito pelo público. Mesmo sendo a versão de entrada, entrega motor 1.0 turbo, bom pacote de conforto e porta-malas de 422 litros.
O que o Honda WR-V 2026 entrega
Apesar do preço mais alto, o SUV da Honda apresenta argumentos consistentes. Ele se posiciona abaixo do HR-V, porém surpreende nas medidas e no aproveitamento de espaço.
O conjunto mecânico é formado pelo conhecido motor 1.5 aspirado flex, com até 126 cv, sempre ligado ao câmbio CVT. Embora não tenha o fôlego dos motores turbo, entrega condução suave, boa elasticidade e confiabilidade, características valorizadas no uso diário.
Nas dimensões, o modelo soma 4,32 metros de comprimento, 2,65 metros de entre-eixos e porta-malas de 458 litros. Inclusive, em alguns pontos, supera o próprio HR-V, especialmente no espaço para bagagens.
Além disso, desde a versão EX, o SUV traz o pacote Honda Sensing, com frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e piloto automático adaptativo.
Principais itens de série:
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Seis airbags
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Rodas de liga leve de 17 polegadas
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Faróis e lanternas de LED
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Central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio
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Painel de instrumentos parcialmente digital
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O interior se destaca pelo bom espaço e, na versão EXL, pelos bancos em couro
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Ar-condicionado digital
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Saídas de ar para o banco traseiro
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Carregamento de celular por indução na versão EXL
Vale o novo posicionamento?
Com o reajuste, o Honda WR-V 2026 passa a enfrentar rivais mais fortes e maiores. Ainda assim, espaço interno, porta-malas amplo, pacote de segurança completo e a reputação da marca seguem como pontos decisivos.
Portanto, mesmo mais caro, o modelo ganha visibilidade em um público diferente. Se isso vai se refletir em vendas, o mercado dirá. De qualquer forma, a disputa ficou mais equilibrada e, acima de tudo, mais interessante para o consumidor.