Mesmo décadas após o fim da produção, o Fusca continua despertando interesse no Brasil. Em 2026, o modelo segue presente tanto em encontros de carros antigos quanto nos classificados online. Por isso, muita gente ainda se pergunta se vale a pena ter um besouro hoje. A seguir, você confere 10 dúvidas importantes sobre o clássico da Volkswagen.

1. Quanto custa um Fusca em 2026?
Antes de tudo, é preciso entender que o preço varia bastante. Em plataformas de venda, ainda existem bons exemplares partindo de R$ 20 mil, especialmente versões mais comuns e sem restauração completa.
Por outro lado, modelos raros elevam consideravelmente os valores. Fuscas conversíveis importados e unidades da Série Ouro, por exemplo, podem ultrapassar R$ 100 mil. Além disso, há casos extremos, como o raríssimo Hebmüller, que chega a valores milionários. Inclusive, um exemplar está exposto no museu CARDE, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo.
2. Ele é econômico? Qual o consumo real?
Atualmente, não dá para dizer que o consumo seja um ponto forte. Ainda que tudo esteja bem regulado, o Fusca fica distante dos padrões modernos.
Mesmo assim, vale destacar que um modelo de 1996, já com catalisador, registrava médias de 8,4 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada. No entanto, esse número pode variar bastante conforme manutenção, ajuste do carburador e forma de condução.
3. Dá para usar no dia a dia em 2026?
Sim, mas com algumas ressalvas. Apesar de rodar normalmente, o Fusca exige adaptação. Afinal, não há direção assistida, ar-condicionado ou isolamento acústico eficiente.
Além disso, o projeto é antigo e a posição de dirigir é bem diferente dos carros atuais. Ainda assim, para quem valoriza estilo e simplicidade, o uso diário pode compensar.
4. O que é o Fusca Itamar?
Depois de ser produzido no Brasil entre 1959 e 1986, o modelo retornou às fábricas em 1993, a pedido do então presidente Itamar Franco.
Assim, essa nova fase seguiu até 1996 e trouxe mudanças importantes. Entre elas estão a retirada dos frisos cromados, adoção de pneus radiais, para-choques pintados e o motor 1.6 com dupla carburação e catalisador. Por esse motivo, o modelo ficou conhecido como Itamar.
5. Qual o melhor motor: 1300, 1500 ou 1600?
Nesse caso, tudo depende do objetivo. Pensando apenas em desempenho, o 1.6 é o mais adequado para acompanhar o trânsito atual.
Porém, quem busca originalidade precisa respeitar a configuração de fábrica. Entre 1967 e 1969, por exemplo, o único disponível era o 1300 de 46 cv. Já em 1970, a chegada do 1500 deu origem ao famoso Fuscão.
6. A manutenção ainda é barata?
Hoje em dia, nem tanto. Embora o Fusca tenha fama de manutenção simples, a realidade mudou.
Enquanto peças mecânicas ainda são relativamente acessíveis, itens de acabamento e componentes específicos costumam ser caros. Além disso, encontrar mão de obra especializada em motores refrigerados a ar se tornou mais difícil ao longo dos anos.
7. Quais defeitos crônicos merecem atenção?
Antes de fechar negócio, é fundamental verificar sinais de ferrugem. Isso vale especialmente para assoalho, caixas de roda e o chapéu de Napoleão, parte estrutural do chassi.
Além disso, folga no virabrequim é um alerta sério. Caso a polia se mova para frente e para trás, o motor pode precisar de retífica.
8. O que é a folga axial do motor?
Basicamente, é quando o virabrequim passa a se mover excessivamente dentro do bloco. Em situações leves, o problema pode ser corrigido com calços.
Entretanto, se houver ruído metálico ao movimentar a polia, como um “tec-tec”, normalmente o reparo exige retífica completa.
9. Dá para fazer seguro em 2026?
Em geral, seguradoras tradicionais não aceitam carros com mais de 20 anos. Por isso, a alternativa são seguros voltados a veículos de coleção.
Esses planos costumam incluir assistência 24h e cobertura contra roubo e furto, protegendo o valor histórico do carro.
10. Qual a diferença entre o Fusca TSI e o clássico?
Na prática, quase tudo. O Fusca TSI, vendido entre 2012 e 2017, usava plataforma de Golf, motor 2.0 turbo de 200 cv e câmbio DSG.
Já o clássico é o besouro original, com mecânica simples, motor traseiro e proposta totalmente diferente. Em comum, basicamente, apenas o nome e o visual inspirado no passado.
Em 2026, o Fusca deixou de ser apenas um carro barato e passou a ser um clássico valorizado. Apesar de não oferecer conforto moderno nem consumo eficiente, o modelo segue conquistando fãs pelo estilo, história e personalidade. Para quem entende a proposta, o besouro continua fazendo sentido.