Para fechar com estilo as comemorações de 100 anos da chevro no Brasil, a marca apresentou um conceito que foge completamente do padrão dos carros de rua. Trata-se do Onix Track Day, um show car criado exclusivamente para uso em pista e desenvolvido pelo time brasileiro de engenharia e motorsport da GM.

A proposta é clara. Mais do que um exercício de design, o projeto serve como vitrine técnica e emocional, mostrando até onde dá para ir usando soluções já existentes no portfólio da montadora.
Foco total em desempenho e experiência de pista
Antes de tudo, o conceito parte da carroceria mais recente do hatch compacto, mas quase tudo foi adaptado pensando no uso em autódromos. Além disso, o conjunto mecânico recebeu mudanças profundas para entregar respostas mais rápidas e comportamento mais agressivo.
Entre os principais destaques técnicos, vale observar
- Motor 1.2 turbo recalibrado, com foco em alto rendimento em pista
- Câmbio manual de seis marchas, algo cada vez mais raro nos projetos atuais
- Suspensão rebaixada em 100 mm, melhorando o centro de gravidade
- Redução de cerca de 150 kg, fator essencial para ganho de desempenho
Como resultado, a Chevrolet estima aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos. Consequentemente, o modelo seria capaz de completar uma volta em Interlagos em torno de dois minutos, mesmo sem números oficiais de potência e torque divulgados.
Visual agressivo e identidade comemorativa
As faixas amarelas no capô, teto e retrovisores reforçam o apelo esportivo. Além disso, o aerofólio traseiro, as rodas exclusivas e a altura reduzida em relação ao solo ajudam a criar uma postura bem mais agressiva.
Outro detalhe simbólico é o número 100 aplicado nas portas, que faz referência direta ao centenário da marca no país. Assim, o modelo acaba funcionando também como peça comemorativa e histórica.
Um diálogo direto com o conceito de 2014
Embora seja totalmente atualizado, o projeto conversa diretamente com o conceito Track Day apresentado em 2014, durante o Salão do Automóvel. Naquela época, a proposta usava o motor 1.8 aspirado de 150 cv do Cruze. Agora, a GM aposta em uma solução mais moderna e eficiente, com o 1.2 turbo de três cilindros, alinhado às tendências atuais da indústria.
Vai chegar ao mercado?
Apesar de todo o apelo, a Chevrolet deixa claro que não há previsão de produção em série. O conceito cumpre um papel aspiracional, explorando componentes, acessórios e ideias que já existem dentro da marca. Ainda assim, ele ajuda a medir a reação do público e reforça a imagem esportiva do hatch mais popular da montadora.
No fim das contas, o projeto mostra que, mesmo em tempos de eletrificação e foco em eficiência, ainda há espaço para celebrar performance, engenharia e paixão por dirigir, especialmente em um momento tão simbólico para a Chevrolet no Brasil.